Só me arrependo do que não fiz. Duvido que algum de vocês não tenha enchido a boca para repetir esta frase ao menos uma vez na vida. Eu já. Mesmo assim, ela nunca soou sincera para mim. Eu mesma não estou certa de que estava falando a verdade quando a disse palavra por palavra.
Não que eu esteja reclamando da vida que tenho, longe disso. Apenas consertaria algumas coisas ou as estragaria de vez. Não importa. O que interessa é que eu teria arriscado mais.
Se pudesse voltar atrás, eu gostaria de ter feito aquela viagem, de não ter pensado duas vezes antes de terminar aquele projeto. Gostaria de ter me aventurado naquele sonho, de ter ido ao invés de ficar.
Gostaria de nunca ter decepcionado nem iludido ninguém. Gostaria de não ter negado aquele beijo ou aquele abraço, de não ter sido tão fria nem tão orgulhosa. Gostaria de ter deixado que meu coração falasse mais alto.
Eu queria ter olhado naqueles olhos, queria de ter segurado firme aquelas mãos em volta da minha cintura, tão forte que não pudessem nunca mais me largar. Queria ter sentido mais de perto aquele perfume, mais profundamente aqueles lábios tocando os meus. Queria tudo aquilo que o tempo levou. Tudo o que não posso mais ter, ao menos não da mesma forma de antes.
Não consigo imaginar quais seriam os resultados dessas minhas ambições. Não sei quais mudanças aconteceriam em minha vida caso eu pudesse realizar, um a um, esses pequenos ajustes de percurso. E desconfio que, se eu tivesse feito tudo diferente, me arrependeria de não ter feito tudo conforme fiz.
As coisas acontecem mesmo por alguma razão.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
O amor e eu
Eu não sei namorar. Não sei decifrar o que sinto nem transmitir o que levo dentro de mim. Não sei voltar atrás e admitir que estou errada. Não sei relevar nem consigo não levar tudo tão ao pé da letra. Preciso ter sempre o controle das situações e dos meus sentimentos. Coisa que um relacionamento me prova a todo instante que não tenho.
Às vezes eu acho que exijo do amor mais do que ele pode me dar. Espero muito das pessoas. Quero a compreensão que elas nem imaginam que eu preciso. Quero leitura de pensamentos, olhos nos olhos, ternura. Quero palavras doces e, ao mesmo tempo, frases que me perturbam e me fazem buscar o melhor para mim. Quero coragem e certeza de mais, medo e insegurança de menos. Eu devo ter visto muitos filmes, ter lido muitos romances. Só pode.
O sentimento de lealdade incondicional que eu tanto procuro é realmente utópico. Eu sei. Ninguém tem bola de cristal. E eu reluto em dizer o que eu quero ou não quero, ou mesmo, em criticar o que me incomoda no outro. Desistir parece o caminho mais fácil quando surge um desentendimento qualquer, como se eu não acreditasse que as pessoas podem se adaptar umas às outras e, pensasse sim, que alguém feito sob medida para mim esteja só esperando a oportunidade certa para me encontrar. Em contrapartida, as atitudes que eu busco... Ah, essas são bem palpáveis!
Não quero que façam loucuras por mim. Não quero que descarreguem um caminhão de rosas na frente da minha casa. Eu nem saberia onde colocá-las. Não quero que atravessem o mundo em poucas horas apenas para estar comigo. Umas poucas palavras de carinho ao telefone soam bem quando a saudade bate e a distância torna-se um empecilho. Não quero demonstrações que possam ir contra a vida. Se o assunto for realmente amor, eu provavelmente sinto o mesmo e quero o bem de quem eu gosto.
Eu quero apenas um amado, um amante, um namorado. Um amigo, um companheiro. Quero alguém para escutar e conhecer de trás para frente. Alguém que saiba enumerar meus defeitos e, mesmo assim, me faça sentir linda, desejada. Alguém com valores semelhantes, mas com visões de vida diferentes. Alguém que não pense sempre como eu, que me desafie e, assim, faça com que eu aprenda algo surpreendente a cada conversa. Alguém que me faça esquecer pré-conceitos e recriar todas as minhas concepções sobre o amor nos segundos que um abraço pode durar. Alguém que me ensine a conviver na convivência. E, principalmente, que não desista de me entender sem antes tentar. Eu não sou tão fácil quanto pareço, nem tão difícil quanto digo ser.
Às vezes eu acho que exijo do amor mais do que ele pode me dar. Espero muito das pessoas. Quero a compreensão que elas nem imaginam que eu preciso. Quero leitura de pensamentos, olhos nos olhos, ternura. Quero palavras doces e, ao mesmo tempo, frases que me perturbam e me fazem buscar o melhor para mim. Quero coragem e certeza de mais, medo e insegurança de menos. Eu devo ter visto muitos filmes, ter lido muitos romances. Só pode.
O sentimento de lealdade incondicional que eu tanto procuro é realmente utópico. Eu sei. Ninguém tem bola de cristal. E eu reluto em dizer o que eu quero ou não quero, ou mesmo, em criticar o que me incomoda no outro. Desistir parece o caminho mais fácil quando surge um desentendimento qualquer, como se eu não acreditasse que as pessoas podem se adaptar umas às outras e, pensasse sim, que alguém feito sob medida para mim esteja só esperando a oportunidade certa para me encontrar. Em contrapartida, as atitudes que eu busco... Ah, essas são bem palpáveis!
Não quero que façam loucuras por mim. Não quero que descarreguem um caminhão de rosas na frente da minha casa. Eu nem saberia onde colocá-las. Não quero que atravessem o mundo em poucas horas apenas para estar comigo. Umas poucas palavras de carinho ao telefone soam bem quando a saudade bate e a distância torna-se um empecilho. Não quero demonstrações que possam ir contra a vida. Se o assunto for realmente amor, eu provavelmente sinto o mesmo e quero o bem de quem eu gosto.
Eu quero apenas um amado, um amante, um namorado. Um amigo, um companheiro. Quero alguém para escutar e conhecer de trás para frente. Alguém que saiba enumerar meus defeitos e, mesmo assim, me faça sentir linda, desejada. Alguém com valores semelhantes, mas com visões de vida diferentes. Alguém que não pense sempre como eu, que me desafie e, assim, faça com que eu aprenda algo surpreendente a cada conversa. Alguém que me faça esquecer pré-conceitos e recriar todas as minhas concepções sobre o amor nos segundos que um abraço pode durar. Alguém que me ensine a conviver na convivência. E, principalmente, que não desista de me entender sem antes tentar. Eu não sou tão fácil quanto pareço, nem tão difícil quanto digo ser.
Hipóteses do destino
Se tivesse ido. Se tivesse ligado. Se tivesse procurado. Se tivesse esperado. Tantas hipóteses, tantas dúvidas, tantas coisas que já não têm importância.O que importa agora é o que não tem explicação. É o intocável, o incerto, o indecifrável. É a certeza de que cada detalhe, cada surpresa, cada escolha ou renúncia tem mesmo um motivo para acontecer. É o destino. Por mais surreal que isso pareça.
Em um instante tudo demonstra estar certo nos mínimos detalhes. Entretanto, em questão de segundos o acaso bate em nossa porta e muda tudo de lugar. Obrigações, prioridades, desejos e responsabilidades: nada mais é igual.
Todas as hipóteses ficam vazias, todas as perguntas sem respostas. De uma hora para outra, a vida resolve provar que está sempre disposta a nos surpreender, a nos desafiar e ensinar. Somos provocados a dar o próximo passo e, então, percebemos o quanto precisamos nos permitir.Mesmo assim, nossos pensamentos são invadidos por uma série de interrogações e tudo fica ainda mais embaralhado. Só que não há tempo para pensar, há uma história esperando para ser vivida.É o que acontece quando superlotamos nossas expectativas: somos pegos de surpresa. As melhores coisas da vida costumam ser mesmo admiráveis e avassaladoras
Em um instante tudo demonstra estar certo nos mínimos detalhes. Entretanto, em questão de segundos o acaso bate em nossa porta e muda tudo de lugar. Obrigações, prioridades, desejos e responsabilidades: nada mais é igual.
Todas as hipóteses ficam vazias, todas as perguntas sem respostas. De uma hora para outra, a vida resolve provar que está sempre disposta a nos surpreender, a nos desafiar e ensinar. Somos provocados a dar o próximo passo e, então, percebemos o quanto precisamos nos permitir.Mesmo assim, nossos pensamentos são invadidos por uma série de interrogações e tudo fica ainda mais embaralhado. Só que não há tempo para pensar, há uma história esperando para ser vivida.É o que acontece quando superlotamos nossas expectativas: somos pegos de surpresa. As melhores coisas da vida costumam ser mesmo admiráveis e avassaladoras
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Quando crescer
Nem professora, nem médica, nem advogada. Quando eu era pequena o meu sonho era ser aeromoça. Não sei se era o charme das saias bem ajustadas na altura do joelho, dos cabelos devidamente alinhados ou o fato de me imaginar dormindo a cada dia em uma cidade diferente do mundo, falando diversas línguas, conhecendo uma porção de lugares e pessoas.
Claro que os aviões não podiam ficar de fora do encantamento. Isso que eu sequer havia sentido o frio gostoso na barriga particular de cada aterrissagem, não tinha nem sonhado com os chumaços de algodão que as nuvens formam quando vistas lá de cima. Mesmo assim, imaginava-me no céu. Independente. Aventureira. Livre.
Curioso como o passar do tempo pode mudar tudo. As aeromoças não usam mais as tais saias. Eu não sonho mais com vôos diários. Voar perdeu o glamour. Perdemos horas nos aeroportos com atrasos e descasos, os aviões já não oferecem a segurança que merecemos. E eu que entrava eufórica numa aeronave, agora tenho receio. Meu lugar continua sendo na janela, mas demoro para me aconchegar na poltrona, resisto em olhar para fora. Espio de canto de olho pela janelinha e só então me rendo. Que coisa mais linda ver o mundo por cima de tudo.
A maturidade também tirou de mim a vontade de ser apenas minha, de sozinha desbravar o mundo, de não saber quando e para onde ir ou voltar. Só ou acompanhada quero ter o meu canto, conhecê-lo de baixo para cima, ter meu porto seguro. Sempre vou querer o sobe e desce na barriga quando o avião toca o solo. Nunca vou cansar de olhar as nuvens pela janelinha. Vez ou outra. Nas férias.
O que eu gostaria de ser quando crescer? Adoraria saber por que essa pergunta não deixa de existir mesmo agora que já estou bem grandinha.
Claro que os aviões não podiam ficar de fora do encantamento. Isso que eu sequer havia sentido o frio gostoso na barriga particular de cada aterrissagem, não tinha nem sonhado com os chumaços de algodão que as nuvens formam quando vistas lá de cima. Mesmo assim, imaginava-me no céu. Independente. Aventureira. Livre.
Curioso como o passar do tempo pode mudar tudo. As aeromoças não usam mais as tais saias. Eu não sonho mais com vôos diários. Voar perdeu o glamour. Perdemos horas nos aeroportos com atrasos e descasos, os aviões já não oferecem a segurança que merecemos. E eu que entrava eufórica numa aeronave, agora tenho receio. Meu lugar continua sendo na janela, mas demoro para me aconchegar na poltrona, resisto em olhar para fora. Espio de canto de olho pela janelinha e só então me rendo. Que coisa mais linda ver o mundo por cima de tudo.
A maturidade também tirou de mim a vontade de ser apenas minha, de sozinha desbravar o mundo, de não saber quando e para onde ir ou voltar. Só ou acompanhada quero ter o meu canto, conhecê-lo de baixo para cima, ter meu porto seguro. Sempre vou querer o sobe e desce na barriga quando o avião toca o solo. Nunca vou cansar de olhar as nuvens pela janelinha. Vez ou outra. Nas férias.
O que eu gostaria de ser quando crescer? Adoraria saber por que essa pergunta não deixa de existir mesmo agora que já estou bem grandinha.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Tristeza feliz
Eu não fico triste. Não por mais de uma semana. Não me dou esse direito. Pode chamar de fuga, pode dizer que sou infantil ou ainda que não sei lidar com os meus sentimentos. Não ligo. Triste ou feliz a vida sempre continua. E eu escolho a segunda opção.
Talvez por isso seja tão difícil eu assumir que gosto de alguém. Ou ainda, investir e insistir numa relação. Não contesto brigas. Não contrario os finais. É mais fácil pensar que tudo tem mesmo uma razão para ser.
Lógico que eu gostaria que muita coisa estivesse exatamente do mesmo jeito. Lugares novos, sonhos novos. Ou melhor, realidades sendo construídas lado a lado com aquela vontade de não desgrudar nem por algumas horas. Mas outras tantas situações já não poderiam ser iguais. E foram elas que nos troxeram até aqui.
Mesmo assim, impossível não sentir saudade. Sinto falta das nossas conversas sempre contrastantes, de argumentar a minha maneira de pensar e, de uma hora para outra, esquecer de tudo beijando a boca que eu tanto adorava. Lembro dos passeios, dos lugares comuns e inusitados, da companhia sempre pronta para ir a qualquer lugar. Lembro do quanto era bom te encontrar depois de alguns dias longe, mesmo quando tua surpresa me pegava despenteada, de pijama, sem maquiagem alguma.
Desculpa se eu quero esquecer as palavras que eu disse e as que ouvi. Talvez seja realmente uma forma de fugir. Mas prefiro correr a deixar no esquecimento o teu jeitinho de falar, de dar risada e me mandar parar de ser boba. Quero lembrar do dia em que me disseste que devia estar enganado, que a felicidade pode mesmo existir. E apagar os momentos em que não pude reconhecer quem motivou por tanto tempo os meus sorrisos involuntários.
Talvez por isso seja tão difícil eu assumir que gosto de alguém. Ou ainda, investir e insistir numa relação. Não contesto brigas. Não contrario os finais. É mais fácil pensar que tudo tem mesmo uma razão para ser.
Lógico que eu gostaria que muita coisa estivesse exatamente do mesmo jeito. Lugares novos, sonhos novos. Ou melhor, realidades sendo construídas lado a lado com aquela vontade de não desgrudar nem por algumas horas. Mas outras tantas situações já não poderiam ser iguais. E foram elas que nos troxeram até aqui.
Mesmo assim, impossível não sentir saudade. Sinto falta das nossas conversas sempre contrastantes, de argumentar a minha maneira de pensar e, de uma hora para outra, esquecer de tudo beijando a boca que eu tanto adorava. Lembro dos passeios, dos lugares comuns e inusitados, da companhia sempre pronta para ir a qualquer lugar. Lembro do quanto era bom te encontrar depois de alguns dias longe, mesmo quando tua surpresa me pegava despenteada, de pijama, sem maquiagem alguma.
Desculpa se eu quero esquecer as palavras que eu disse e as que ouvi. Talvez seja realmente uma forma de fugir. Mas prefiro correr a deixar no esquecimento o teu jeitinho de falar, de dar risada e me mandar parar de ser boba. Quero lembrar do dia em que me disseste que devia estar enganado, que a felicidade pode mesmo existir. E apagar os momentos em que não pude reconhecer quem motivou por tanto tempo os meus sorrisos involuntários.
domingo, 23 de novembro de 2008
Marcianos terrestres
Quando comecei a me entender por gente acreditava que eu pensava e sentia de um jeito diferente das outras pessoas. Sonhos diferentes, vontades diferentes, manias diferentes. Eu só podia ser de outro planeta e a saída seria me ambientar ao mundo no qual eu parecia cair de pára-quedas a cada manhã.
Nunca me pareceu ruim ser uma marciana. De certa forma viver frequentemente desambientada traz uma poesia incomum às coisas mais banais. Olhares, gestos, atitudes, fenômenos sentimentais ou da natureza. Nada passa despercebido por quem parece viver cada momento com a magia de uma primeira vez.
Não lembro bem quando resolvi escrever meu blog. Tampouco sei das razões que me motivaram a colocar as minhas idéias ao alcance de quem tivesse interesse em ler. Talvez eu precisasse de um refúgio. De um lugar em que eu mostrasse a cada linha todos os meus sentidos sem receios ou pudores, em que pudesse me sentir em casa, confortável e protegida.
O que eu não imaginava é que meu refúgio receberia visitas, comentários, e-mails. Não sonhava que outras garotas usariam meus textos para se descrever ou, ainda, que meus escritos seriam encaminhados com o intuito de transmitir mensagens a amigos, namorados, amantes e afins. Até então eu era uma extraterrestre. Como tantas pessoas podiam se identificar com minha forma de pensar a ponto de se expressarem através das minhas palavras?
Eu vivo de sentimentos à flor da pele. Não é preciso ter uma bola de cristal para saber o que sinto. Minha voz me entrega, meu olhar me condena. Mas nem todos são transparentes assim. O que não significa que eles não sintam da mesma maneira ou ainda mais intensamente. Talvez por trás de um olhar sério haja um coração transbordando de coisas a dizer. Talvez todo mundo tenha um pouquinho de marciano escondido dentro de si.
Nunca me pareceu ruim ser uma marciana. De certa forma viver frequentemente desambientada traz uma poesia incomum às coisas mais banais. Olhares, gestos, atitudes, fenômenos sentimentais ou da natureza. Nada passa despercebido por quem parece viver cada momento com a magia de uma primeira vez.
Não lembro bem quando resolvi escrever meu blog. Tampouco sei das razões que me motivaram a colocar as minhas idéias ao alcance de quem tivesse interesse em ler. Talvez eu precisasse de um refúgio. De um lugar em que eu mostrasse a cada linha todos os meus sentidos sem receios ou pudores, em que pudesse me sentir em casa, confortável e protegida.
O que eu não imaginava é que meu refúgio receberia visitas, comentários, e-mails. Não sonhava que outras garotas usariam meus textos para se descrever ou, ainda, que meus escritos seriam encaminhados com o intuito de transmitir mensagens a amigos, namorados, amantes e afins. Até então eu era uma extraterrestre. Como tantas pessoas podiam se identificar com minha forma de pensar a ponto de se expressarem através das minhas palavras?
Eu vivo de sentimentos à flor da pele. Não é preciso ter uma bola de cristal para saber o que sinto. Minha voz me entrega, meu olhar me condena. Mas nem todos são transparentes assim. O que não significa que eles não sintam da mesma maneira ou ainda mais intensamente. Talvez por trás de um olhar sério haja um coração transbordando de coisas a dizer. Talvez todo mundo tenha um pouquinho de marciano escondido dentro de si.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Hipóteses do destino
Se tivesse ido. Se tivesse ligado. Se tivesse procurado. Se tivesse esperado. Tantas hipóteses, tantas dúvidas, tantas coisas que já não têm importância.O que importa agora é o que não tem explicação. É o intocável, o incerto, o indecifrável. É a certeza de que cada detalhe, cada surpresa, cada escolha ou renúncia tem mesmo um motivo para acontecer. É o destino. Por mais surreal que isso pareça.
Em um instante tudo demonstra estar certo nos mínimos detalhes. Entretanto, em questão de segundos o acaso bate em nossa porta e muda tudo de lugar. Obrigações, prioridades, desejos e responsabilidades: nada mais é igual.
Todas as hipóteses ficam vazias, todas as perguntas sem respostas. De uma hora para outra, a vida resolve provar que está sempre disposta a nos surpreender, a nos desafiar e ensinar. Somos provocados a dar o próximo passo e, então, percebemos o quanto precisamos nos permitir.Mesmo assim, nossos pensamentos são invadidos por uma série de interrogações e tudo fica ainda mais embaralhado. Só que não há tempo para pensar, há uma história esperando para ser vivida.
É o que acontece quando superlotamos nossas expectativas: somos pegos de surpresa. As melhores coisas da vida costumam ser mesmo admiráveis e avassaladoras.
Em um instante tudo demonstra estar certo nos mínimos detalhes. Entretanto, em questão de segundos o acaso bate em nossa porta e muda tudo de lugar. Obrigações, prioridades, desejos e responsabilidades: nada mais é igual.
Todas as hipóteses ficam vazias, todas as perguntas sem respostas. De uma hora para outra, a vida resolve provar que está sempre disposta a nos surpreender, a nos desafiar e ensinar. Somos provocados a dar o próximo passo e, então, percebemos o quanto precisamos nos permitir.Mesmo assim, nossos pensamentos são invadidos por uma série de interrogações e tudo fica ainda mais embaralhado. Só que não há tempo para pensar, há uma história esperando para ser vivida.
É o que acontece quando superlotamos nossas expectativas: somos pegos de surpresa. As melhores coisas da vida costumam ser mesmo admiráveis e avassaladoras.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
1 + 1 = x
Na minha cabeça a matemática dos relacionamentos sempre foi muito simples: ele gosta dela mais ela gosta dele igual a os dois felizes por um bom tempo. Mas ultimamente ficou tudo tão complicado. Meus cálculos viraram de pernas para o ar. É um tal de ela não sabe o que quer mais ele não tem bem certeza igual a no meio do caminho tinha uma montão de pedras de dar dó.
Assim, só me restou retirar cada pequeno pensamento que eu já tive sobre esse negócio de namorar e me tornar uma solteira convicta. Basta eu escutar a palavrinha compromisso para entrar em parafuso e sair de fininho. A não ser que ela se refira ao tempo futuro. Algum dia preciso e quero construir a minha família feliz. Entretanto, ainda tenho algum tempo para apenas sonhar com isso.
Para começo de conversa a minha vida de solteira é pra lá de divertida. Vou para onde quero, quando eu quero, com quem eu quero sem ter a necessidade de dar satisfações a ninguém. Uso a mini saia e o decote que eu bem entender e já não me lembro o que é uma crise de ciúme. Meus segredos são apenas meus. E talvez seja essa a questão.
Eu me entrego por inteira. Mas não consigo mostrar realmente o que se passa dentro de mim. E, em questão de segundos, a minha alegria e o meu amor, que deveriam apenas se multiplicar, também se dividem por dois.Mesmo com tantos receios, lógico que eu adoraria morder a língua mil vezes e encontrar a pessoa certa para mim. Um cara disposto a me deixar segura e confortável por ser quem eu realmente sou. Alguém que desconfiasse das minhas teorias absurdas e que fizesse todos os meus bloqueios desaparecerem como num passe de mágica. Talvez agora, talvez não. Quando eu menos esperar sei que um mais um vai resultar dois felizes para sempre pelo tempo que tiver que durar.
Assim, só me restou retirar cada pequeno pensamento que eu já tive sobre esse negócio de namorar e me tornar uma solteira convicta. Basta eu escutar a palavrinha compromisso para entrar em parafuso e sair de fininho. A não ser que ela se refira ao tempo futuro. Algum dia preciso e quero construir a minha família feliz. Entretanto, ainda tenho algum tempo para apenas sonhar com isso.
Para começo de conversa a minha vida de solteira é pra lá de divertida. Vou para onde quero, quando eu quero, com quem eu quero sem ter a necessidade de dar satisfações a ninguém. Uso a mini saia e o decote que eu bem entender e já não me lembro o que é uma crise de ciúme. Meus segredos são apenas meus. E talvez seja essa a questão.
Eu me entrego por inteira. Mas não consigo mostrar realmente o que se passa dentro de mim. E, em questão de segundos, a minha alegria e o meu amor, que deveriam apenas se multiplicar, também se dividem por dois.Mesmo com tantos receios, lógico que eu adoraria morder a língua mil vezes e encontrar a pessoa certa para mim. Um cara disposto a me deixar segura e confortável por ser quem eu realmente sou. Alguém que desconfiasse das minhas teorias absurdas e que fizesse todos os meus bloqueios desaparecerem como num passe de mágica. Talvez agora, talvez não. Quando eu menos esperar sei que um mais um vai resultar dois felizes para sempre pelo tempo que tiver que durar.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Amor verdadeiro
Ele não é para você. Ela não merece o seu amor. Você é muito para ela.
Ele não presta. Ela só faz você sofrer.
A gente sabe que nossos amigos dão conselhos porque nos querem bem. Mas quando o assunto é o coração nem o mais sincero e bom intuito serve. Só nós sabemos o que se passa do nosso lado de dentro. E isso não há pessoa alguma que consiga entender.
Dia desses cumprimentei um amigo daqueles que a gente adora, mas encontra raramente. Foi só eu perguntar da maneira mais cordial possível como ele estava para que seus olhos se enchessem de lágrimas e seus lábios tremessem levemente, incontidos. Ele não precisou dizer mais nada. Não estava tudo bem. Ela não estava com ele.
Naqueles olhos marejados eu percebi um amor verdadeiro. Aquele que briga, que fere, que marca. Aquele que fala sem pensar, que diz não perdoar, que sempre se arrepende. Aquele que vibra, que chora junto. Aquele que decide não ver mais. Não por falta de vontade ou carinho, mas justamente pelo inverso: por querer ver o outro feliz, mas não encontrar formas para isso em sua companhia.
Amores verdadeiros ficam meses sem trocar uma palavra, mas quando se encontram é como se nunca tivessem deixado de se falar. Amores verdadeiros não se cansam de fazer planos para o futuro. Amores verdadeiros travam batalhas e fazem juras de desavenças eternas.
Amores verdadeiros podem decidir viver separados, mas nunca esquecem um do outro. Amores verdadeiros não se importam com a opinião dos outros. Amores verdadeiros têm carta branca para revirar nossas vidas.
Amores verdadeiros são únicos. E só quem já viveu o seu pode reconhecê-lo nos outros.
Ele não presta. Ela só faz você sofrer.
A gente sabe que nossos amigos dão conselhos porque nos querem bem. Mas quando o assunto é o coração nem o mais sincero e bom intuito serve. Só nós sabemos o que se passa do nosso lado de dentro. E isso não há pessoa alguma que consiga entender.
Dia desses cumprimentei um amigo daqueles que a gente adora, mas encontra raramente. Foi só eu perguntar da maneira mais cordial possível como ele estava para que seus olhos se enchessem de lágrimas e seus lábios tremessem levemente, incontidos. Ele não precisou dizer mais nada. Não estava tudo bem. Ela não estava com ele.
Naqueles olhos marejados eu percebi um amor verdadeiro. Aquele que briga, que fere, que marca. Aquele que fala sem pensar, que diz não perdoar, que sempre se arrepende. Aquele que vibra, que chora junto. Aquele que decide não ver mais. Não por falta de vontade ou carinho, mas justamente pelo inverso: por querer ver o outro feliz, mas não encontrar formas para isso em sua companhia.
Amores verdadeiros ficam meses sem trocar uma palavra, mas quando se encontram é como se nunca tivessem deixado de se falar. Amores verdadeiros não se cansam de fazer planos para o futuro. Amores verdadeiros travam batalhas e fazem juras de desavenças eternas.
Amores verdadeiros podem decidir viver separados, mas nunca esquecem um do outro. Amores verdadeiros não se importam com a opinião dos outros. Amores verdadeiros têm carta branca para revirar nossas vidas.
Amores verdadeiros são únicos. E só quem já viveu o seu pode reconhecê-lo nos outros.
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