Ele não é para você. Ela não merece o seu amor. Você é muito para ela.
Ele não presta. Ela só faz você sofrer.
A gente sabe que nossos amigos dão conselhos porque nos querem bem. Mas quando o assunto é o coração nem o mais sincero e bom intuito serve. Só nós sabemos o que se passa do nosso lado de dentro. E isso não há pessoa alguma que consiga entender.
Dia desses cumprimentei um amigo daqueles que a gente adora, mas encontra raramente. Foi só eu perguntar da maneira mais cordial possível como ele estava para que seus olhos se enchessem de lágrimas e seus lábios tremessem levemente, incontidos. Ele não precisou dizer mais nada. Não estava tudo bem. Ela não estava com ele.
Naqueles olhos marejados eu percebi um amor verdadeiro. Aquele que briga, que fere, que marca. Aquele que fala sem pensar, que diz não perdoar, que sempre se arrepende. Aquele que vibra, que chora junto. Aquele que decide não ver mais. Não por falta de vontade ou carinho, mas justamente pelo inverso: por querer ver o outro feliz, mas não encontrar formas para isso em sua companhia.
Amores verdadeiros ficam meses sem trocar uma palavra, mas quando se encontram é como se nunca tivessem deixado de se falar. Amores verdadeiros não se cansam de fazer planos para o futuro. Amores verdadeiros travam batalhas e fazem juras de desavenças eternas.
Amores verdadeiros podem decidir viver separados, mas nunca esquecem um do outro. Amores verdadeiros não se importam com a opinião dos outros. Amores verdadeiros têm carta branca para revirar nossas vidas.
Amores verdadeiros são únicos. E só quem já viveu o seu pode reconhecê-lo nos outros.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
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