Eu não fico triste. Não por mais de uma semana. Não me dou esse direito. Pode chamar de fuga, pode dizer que sou infantil ou ainda que não sei lidar com os meus sentimentos. Não ligo. Triste ou feliz a vida sempre continua. E eu escolho a segunda opção.
Talvez por isso seja tão difícil eu assumir que gosto de alguém. Ou ainda, investir e insistir numa relação. Não contesto brigas. Não contrario os finais. É mais fácil pensar que tudo tem mesmo uma razão para ser.
Lógico que eu gostaria que muita coisa estivesse exatamente do mesmo jeito. Lugares novos, sonhos novos. Ou melhor, realidades sendo construídas lado a lado com aquela vontade de não desgrudar nem por algumas horas. Mas outras tantas situações já não poderiam ser iguais. E foram elas que nos troxeram até aqui.
Mesmo assim, impossível não sentir saudade. Sinto falta das nossas conversas sempre contrastantes, de argumentar a minha maneira de pensar e, de uma hora para outra, esquecer de tudo beijando a boca que eu tanto adorava. Lembro dos passeios, dos lugares comuns e inusitados, da companhia sempre pronta para ir a qualquer lugar. Lembro do quanto era bom te encontrar depois de alguns dias longe, mesmo quando tua surpresa me pegava despenteada, de pijama, sem maquiagem alguma.
Desculpa se eu quero esquecer as palavras que eu disse e as que ouvi. Talvez seja realmente uma forma de fugir. Mas prefiro correr a deixar no esquecimento o teu jeitinho de falar, de dar risada e me mandar parar de ser boba. Quero lembrar do dia em que me disseste que devia estar enganado, que a felicidade pode mesmo existir. E apagar os momentos em que não pude reconhecer quem motivou por tanto tempo os meus sorrisos involuntários.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
Marcianos terrestres
Quando comecei a me entender por gente acreditava que eu pensava e sentia de um jeito diferente das outras pessoas. Sonhos diferentes, vontades diferentes, manias diferentes. Eu só podia ser de outro planeta e a saída seria me ambientar ao mundo no qual eu parecia cair de pára-quedas a cada manhã.
Nunca me pareceu ruim ser uma marciana. De certa forma viver frequentemente desambientada traz uma poesia incomum às coisas mais banais. Olhares, gestos, atitudes, fenômenos sentimentais ou da natureza. Nada passa despercebido por quem parece viver cada momento com a magia de uma primeira vez.
Não lembro bem quando resolvi escrever meu blog. Tampouco sei das razões que me motivaram a colocar as minhas idéias ao alcance de quem tivesse interesse em ler. Talvez eu precisasse de um refúgio. De um lugar em que eu mostrasse a cada linha todos os meus sentidos sem receios ou pudores, em que pudesse me sentir em casa, confortável e protegida.
O que eu não imaginava é que meu refúgio receberia visitas, comentários, e-mails. Não sonhava que outras garotas usariam meus textos para se descrever ou, ainda, que meus escritos seriam encaminhados com o intuito de transmitir mensagens a amigos, namorados, amantes e afins. Até então eu era uma extraterrestre. Como tantas pessoas podiam se identificar com minha forma de pensar a ponto de se expressarem através das minhas palavras?
Eu vivo de sentimentos à flor da pele. Não é preciso ter uma bola de cristal para saber o que sinto. Minha voz me entrega, meu olhar me condena. Mas nem todos são transparentes assim. O que não significa que eles não sintam da mesma maneira ou ainda mais intensamente. Talvez por trás de um olhar sério haja um coração transbordando de coisas a dizer. Talvez todo mundo tenha um pouquinho de marciano escondido dentro de si.
Nunca me pareceu ruim ser uma marciana. De certa forma viver frequentemente desambientada traz uma poesia incomum às coisas mais banais. Olhares, gestos, atitudes, fenômenos sentimentais ou da natureza. Nada passa despercebido por quem parece viver cada momento com a magia de uma primeira vez.
Não lembro bem quando resolvi escrever meu blog. Tampouco sei das razões que me motivaram a colocar as minhas idéias ao alcance de quem tivesse interesse em ler. Talvez eu precisasse de um refúgio. De um lugar em que eu mostrasse a cada linha todos os meus sentidos sem receios ou pudores, em que pudesse me sentir em casa, confortável e protegida.
O que eu não imaginava é que meu refúgio receberia visitas, comentários, e-mails. Não sonhava que outras garotas usariam meus textos para se descrever ou, ainda, que meus escritos seriam encaminhados com o intuito de transmitir mensagens a amigos, namorados, amantes e afins. Até então eu era uma extraterrestre. Como tantas pessoas podiam se identificar com minha forma de pensar a ponto de se expressarem através das minhas palavras?
Eu vivo de sentimentos à flor da pele. Não é preciso ter uma bola de cristal para saber o que sinto. Minha voz me entrega, meu olhar me condena. Mas nem todos são transparentes assim. O que não significa que eles não sintam da mesma maneira ou ainda mais intensamente. Talvez por trás de um olhar sério haja um coração transbordando de coisas a dizer. Talvez todo mundo tenha um pouquinho de marciano escondido dentro de si.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Hipóteses do destino
Se tivesse ido. Se tivesse ligado. Se tivesse procurado. Se tivesse esperado. Tantas hipóteses, tantas dúvidas, tantas coisas que já não têm importância.O que importa agora é o que não tem explicação. É o intocável, o incerto, o indecifrável. É a certeza de que cada detalhe, cada surpresa, cada escolha ou renúncia tem mesmo um motivo para acontecer. É o destino. Por mais surreal que isso pareça.
Em um instante tudo demonstra estar certo nos mínimos detalhes. Entretanto, em questão de segundos o acaso bate em nossa porta e muda tudo de lugar. Obrigações, prioridades, desejos e responsabilidades: nada mais é igual.
Todas as hipóteses ficam vazias, todas as perguntas sem respostas. De uma hora para outra, a vida resolve provar que está sempre disposta a nos surpreender, a nos desafiar e ensinar. Somos provocados a dar o próximo passo e, então, percebemos o quanto precisamos nos permitir.Mesmo assim, nossos pensamentos são invadidos por uma série de interrogações e tudo fica ainda mais embaralhado. Só que não há tempo para pensar, há uma história esperando para ser vivida.
É o que acontece quando superlotamos nossas expectativas: somos pegos de surpresa. As melhores coisas da vida costumam ser mesmo admiráveis e avassaladoras.
Em um instante tudo demonstra estar certo nos mínimos detalhes. Entretanto, em questão de segundos o acaso bate em nossa porta e muda tudo de lugar. Obrigações, prioridades, desejos e responsabilidades: nada mais é igual.
Todas as hipóteses ficam vazias, todas as perguntas sem respostas. De uma hora para outra, a vida resolve provar que está sempre disposta a nos surpreender, a nos desafiar e ensinar. Somos provocados a dar o próximo passo e, então, percebemos o quanto precisamos nos permitir.Mesmo assim, nossos pensamentos são invadidos por uma série de interrogações e tudo fica ainda mais embaralhado. Só que não há tempo para pensar, há uma história esperando para ser vivida.
É o que acontece quando superlotamos nossas expectativas: somos pegos de surpresa. As melhores coisas da vida costumam ser mesmo admiráveis e avassaladoras.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
1 + 1 = x
Na minha cabeça a matemática dos relacionamentos sempre foi muito simples: ele gosta dela mais ela gosta dele igual a os dois felizes por um bom tempo. Mas ultimamente ficou tudo tão complicado. Meus cálculos viraram de pernas para o ar. É um tal de ela não sabe o que quer mais ele não tem bem certeza igual a no meio do caminho tinha uma montão de pedras de dar dó.
Assim, só me restou retirar cada pequeno pensamento que eu já tive sobre esse negócio de namorar e me tornar uma solteira convicta. Basta eu escutar a palavrinha compromisso para entrar em parafuso e sair de fininho. A não ser que ela se refira ao tempo futuro. Algum dia preciso e quero construir a minha família feliz. Entretanto, ainda tenho algum tempo para apenas sonhar com isso.
Para começo de conversa a minha vida de solteira é pra lá de divertida. Vou para onde quero, quando eu quero, com quem eu quero sem ter a necessidade de dar satisfações a ninguém. Uso a mini saia e o decote que eu bem entender e já não me lembro o que é uma crise de ciúme. Meus segredos são apenas meus. E talvez seja essa a questão.
Eu me entrego por inteira. Mas não consigo mostrar realmente o que se passa dentro de mim. E, em questão de segundos, a minha alegria e o meu amor, que deveriam apenas se multiplicar, também se dividem por dois.Mesmo com tantos receios, lógico que eu adoraria morder a língua mil vezes e encontrar a pessoa certa para mim. Um cara disposto a me deixar segura e confortável por ser quem eu realmente sou. Alguém que desconfiasse das minhas teorias absurdas e que fizesse todos os meus bloqueios desaparecerem como num passe de mágica. Talvez agora, talvez não. Quando eu menos esperar sei que um mais um vai resultar dois felizes para sempre pelo tempo que tiver que durar.
Assim, só me restou retirar cada pequeno pensamento que eu já tive sobre esse negócio de namorar e me tornar uma solteira convicta. Basta eu escutar a palavrinha compromisso para entrar em parafuso e sair de fininho. A não ser que ela se refira ao tempo futuro. Algum dia preciso e quero construir a minha família feliz. Entretanto, ainda tenho algum tempo para apenas sonhar com isso.
Para começo de conversa a minha vida de solteira é pra lá de divertida. Vou para onde quero, quando eu quero, com quem eu quero sem ter a necessidade de dar satisfações a ninguém. Uso a mini saia e o decote que eu bem entender e já não me lembro o que é uma crise de ciúme. Meus segredos são apenas meus. E talvez seja essa a questão.
Eu me entrego por inteira. Mas não consigo mostrar realmente o que se passa dentro de mim. E, em questão de segundos, a minha alegria e o meu amor, que deveriam apenas se multiplicar, também se dividem por dois.Mesmo com tantos receios, lógico que eu adoraria morder a língua mil vezes e encontrar a pessoa certa para mim. Um cara disposto a me deixar segura e confortável por ser quem eu realmente sou. Alguém que desconfiasse das minhas teorias absurdas e que fizesse todos os meus bloqueios desaparecerem como num passe de mágica. Talvez agora, talvez não. Quando eu menos esperar sei que um mais um vai resultar dois felizes para sempre pelo tempo que tiver que durar.
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