quarta-feira, 4 de março de 2009

Trecho do texto de Fabrício Carpinejar

"Lembra quando chegou perto de mim e me pediu "Não sei o que fazer... Me ensina?"
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Pois é, eu não ensinei nada. Aprendemos os dois que o amor não tem orgulho, oferece apenas sua fragilidade. Aprendemos os dois que todo apaixonado é bi-polar, procura e hesita quase ao mesmo tempo, arrisca e desiste quase ao mesmo tempo, muda de opinião para reafirmar logo em seguida, sofre escandalosamente para não sofrer seus segredos.
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Talvez tenha errado ao escrever o texto sobre seu relacionamento, talvez você tenha errado em insistir, mas são erros puros, autênticos. Erros educados. Erros que não devem fazer com que se feche daqui por diante. Amor oferecido não se devolve. Não pede recompensa. Não exige final feliz.
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O amor a ela fará com que ame melhor seus amigos e sua família. Vai migrar delicadamente para quem precisa e sente falta.
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A palavra dá voltas. Ela ainda lembrará a música que escutavam agarrados. Ou não entenderá uma pontada estranha de saudade quando passar o ano-novo na praia da Pipa.
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Ela não pode mais o esquecer. Pode não amá-lo, mas esquecer, não. Há memória depois de uma vida juntos. Honremos."
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

abandonei isso aqui por um tempo...



Sou aquela enganada, que diz que te esqueceu mas daria a vida por mais um beijo seu. aquela perfeição, que tem mil defeitos. aquela quieta, que adora conversar. aquela vingativa, que te perdoa. aquela malandra, que cai feito patinha. aquela apaixonada, que ama com medo de se arrepender e ignora pra não sofrer mais. aquela indecisa, que vai embora quando quer ficar. aquela fácil de acreditar em promessas, que acredita nas suas palavras, mas não tem certeza. aquela confiante, que confia no hoje e desconfia do ontem. aquela só, que se sente sozinha quando há tantas pessoas ao seu lado. aquela esperta, que entende quando precisa ser entendida. aquela decidida, que de vez em quando volta atrás. aquela cantora de chuveiro, que canta músicas pra tentar esquecer. aquela corajosa, que tem medo. aquela diferente, que não te vê do jeito que todos veêm e percebeu que o comum não a atrai. aquela que sempre quer um começo, mas tem medo do fim. ♥